quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

“A mulher é um chuchu”

Ouvi esta frase de um conhecido. No início não entendi e pedi que ele explicasse melhor (se arrependimento matasse...). Ele me perguntou “Que gosto tem o chuchu?”, ao que respondi “Não tem gosto, por isso não gosto de chuchu” e ele então prosseguiu “Isso, chuchu não tem gosto! ‘Pega’ o da comida que estiver mais perto”.

Antes que eu pudesse manifestar minha indignação, ele continuou. Disse que a maioria das mulheres que conhecia, se o namorado fosse maratonista, começava a correr; se fosse aficionado por cinema, virava cinéfila mesmo sem gostar muito de cinema e mais, que ia do paraglider ao sedentarismo absoluto ou do pagode ao rock pesado em um piscar de olhos, bastando trocar o namorado.

Fiquei em silêncio pensando naquilo, um completo absurdo para mim, que não conheço mulheres tão influenciáveis e sem personalidade assim. Depois de me questionar se era falta de personalidade mesmo e engasgadíssima com a história do chuchu, eu resolvi sair em defesa da ala feminina.

Comecei dizendo que eu não era um chuchu, não conhecia “mulheres chuchu” e que achava que, em relacionamentos, era normal que um influenciasse um pouco o outro e que se apresentassem universos desconhecidos. No entanto, como ele era um cara muito rodado, sua amostra tinha mais diversidade que meu círculo de amizades, o que, aliás, não implicava em qualidade (vingança, parte I). Emendei repetindo as palavras que uma pessoa me disse certa vez: se o homem é a cabeça da casa, a mulher é o pescoço e pode virá-lo para onde quiser, e que, na guerra, a melhor tática é se infiltrar e conhecer detalhadamente como pensa e age o inimigo. Assim, ser um chuchu era uma maneira de se aproximar do inimigo e depois conseguir tudo que quisesse dele, deixando-o pensar que ainda está no comando.

O conhecido me olhou e disse “Desisto... Não consigo conversar com você...” (vingança, parte II).

Até a próxima!


Paula não concorda que mulheres sejam chuchus, não é fã do discurso feminista e não pensa que relacionamentos são guerras, mas para colocar no seu devido lugar um cara “marrento” e que generaliza demais, apela! Escreve novamente na próxima quarta.


5 comentários:

Andréa disse...

Que absurdo!!!! Eu não sou chuchu!!! E as mulheres que conheço não são chuchu também!!!!

Fiquei até com pena deste indivíduo, Paula. Deve ser vaziiiiio que só.... e só deve ter encontrado mulheres idem na vida dele....
Porque mulher inteligente, justamente por isso, é seletiva, e não consegue se relacionar com alguém tão non-sense.

Ainda bem que ele encontrou alguém forte, inteligente e boa argumentadora como você pra desmoralizar de vez com o discurso machista e obtuso dele.... Acho que ele se arrependeu amargamente em falar tamanha asneira pra você. Mas, quem sabe assim ele aprende?

Beijo grande!

Débora disse...

Eu também não conheço nenhuma mulher chuchu! E também não sou uma delas! Minha personalidade chega, em alguns momentos, ser decidida até demais!rs
Mas não me surpreendo com o que ele disse, pois acredito que devem haver não só muitas mulheres mas também muitos homens chuchu pelo mundo...

Muito bom o texto!

bjs

Sisa disse...

Ri demais desse texto do chuchu hahahah!!! E quanto a esse cara... coitado, ri dele também, e tive pena dele pela qualidade de mulher que ele anda arrumando na vida, rs...

Gisele Lins disse...

Puxa Paula, eu concordo com você que tem mulheres que não são chuchus, são espertas e têm jogo de contura agindo assim. Mas infelizmente eu conheço alguns exemplares que são chuchu mesmo, de carteirinha, e o pior, sem nem perceber isso.
Um beijão!

Angel disse...

Adorei o texto!
Esse marrento é digno de pena mesmo. Talvez o chuchu seja ele e por isso nunca tenha encontrado uma mulher interessante.
Bjos!

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