domingo, 16 de dezembro de 2007

Trintolescência

Eu sempre tive aquela idéia de que chegar aos 30 significava ser um ADULTO de verdade. Ter uma vida estável, ser segura de todos os atos e assim vai. Mas agora faltando dois meses para o meu aniversário de 29 anos eu me sinto mais como uma adolescente do que como uma adulta de verdade. Quando a gente tem entre 12-16 anos passa por aquele período de que já somos grandinhas o suficiente pra ter responsabilidades como ajudar a arrumar a casa, tirar notas boas sem a mãe ter que colocar a gente pra estudar etc. Mas ainda somos criancas para sair à noite com a turma, ou viajar com o namorado. Essa é a parte mais frustrante da adolescência. Nunca imaginei que agora, nesta altura do campeonato eu fosse sentir as mesmas frustações da adolescência. Quando vejo meu currículo de trabalho, penso: 'ok, você realmente fez um bocado de coisa na vida, deve saber muito', quando coloco minha roupa formal e meu currículo debaixo do braço, até pareco gente grande. Mas aí vem aquela insegurança. Será que estou pronta mesmo para um cargo de gente grande? Às vezes me sinto tão besta, tão menina ainda, como isso é possível?

Há uns meses atrás (antes da gravidez) deu aquela vontade de sair à noite, dançar, beber uns drinks. Saímos com uma turma de amigos, tudo estava correndo bem, a música estava boa, a bebida também, o papo estava dez! Até 'os jovens' começarem a chegar no local. Aquela galera de 19-23 anos que passou umas 2 horas em uma 'concentração' antes de sair. A maioria tinha bebido um pouquinho a mais da conta. O lugar encheu, era perto da meia noite, a hora que os 'jovens' saem. Eu fiquei lá me sentindo um E.T. , empurra-empurra na pista de dança, piadinhas sem graça na fila do banheiro, gente tentando fazer filho em um canto, gente caindo no outro. Realmente não deu... fomos embora pouco tempo depois. E eu fiquei me prometendo: 'nunca mais vou em boate!'. É nessas horas que me sinto uma trintolescente chata. Sinto que estou em cima do muro, não estou nem um pouco afim de ir para um baile dançate com os 'véi', mas ao mesmo tempo não aguento mais essas festas de universitários, regadas a muita bebida e pegação. E agora como resolver esse impasse?

Me sinto numa corda bamba. Em cima do muro. Em uma encruzilhada sem saber qual dos caminhos seguir. Essa transição é complicada de vez em quando, tem que existir um meio termo mas as vezes é difícil de encontrá-lo...


Liz acha que a trintolescência é quase tão complicada quanto à adolescência. Anda a procura de um bar com entrada proibida para menores de 27 anos e maiores de 43, quem souber de um, favor avisá-la.



6 comentários:

Angel disse...

Liz,
Acho que devemos ter paciência e filtrar o que de bom pode-se aproveitar de todas as gerações.
Beijos!

Mia disse...

Uhhhhh, eu nem cheguei na trintolescência (na verdade tô looonge ainda!), mas já me sinto muuuito assim, cara! Muuuito!
Pra ver como as coisas são, né?! Rsr

=**

Luciana Carvalho disse...

Liz, já estou com 33 e continuo na trintolescência, acho que foi ficar nela até chegar na quarentolescência. rsrs
Bjs

Laeticia disse...

PARABÉNS, MAMÃE!!! Deixa só eu me organizar profissional e financeiramente que vou te mandar um sapatinho!!!

Sisa disse...

Bom, se te consola, foram essas crises de trintolescência que originaram a idéia do blog. Todo mundo aqui passa por isso, rs. Bjs pra vc, pra Iúnas e pra Isabella linda!

Paula disse...

Liz, quem encontrar a fórmula para nunca sentir insegurança e não achar as transições difíceis, vai ficar rico rsrsrs!!! De verdade? São estas crises que nos enriquecem e nos tornam pessoas melhores!
Aproveitando: parabéns pela filhinha! Tudo de bom, mega bom mesmo, para vocês!

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